Os corpos perdidos

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Os corpos perdidos, peça de José Manuel Mora com tradução de Cibele Forjaz, é ambientada em Ciudad Juárez, um dos cenários mais violentos do México na década de 1990. Vencedora do Premio SGAE de Teatro em 2009, a peça aborda uma onda de assassinatos de mulheres, mais de 300 foram mortas, expondo a impunidade dos responsáveis e o descaso do governo perante a situação. Com uma estrutura narrativa inovadora, o texto explora a dolorosa memória social de Ciudad Juárez através das experiências individuais de seus personagens – prefeitos, acadêmicos, juízes e, certamente, mulheres.

Sobre o autor
José Manuel Mora (Sevilha, Espanha, 1978) se formou como ator no Centro de Artes Escénicas de Andalucía, e estudou Dramaturgia e Direção de Cena na Real Escuela Superior de Arte Dramático. Ampliou seus estudos em Londres, Berlim e Amsterdã, onde cursou o Mestrado em Teatro da Universidade de Amsterdã. Suas peças foram traduzidas para o inglês, o francês, o italiano, o alemão, o norueguês, o grego e o sérvio. Dentre suas peças estão Trevélez (2006); Cancro (2003); La Bendita Pureza (2000), finalista do Premio Romero Esteo; Vértigo (1999); Mi alma en otra parte (2009), La melancolía de King Kong (2012), Nada tras la puerta (2013) e Los nadadores nocturnos (2014). Atualmente é professor de Dramaturgia na Escuela Superior de Arte Dramático de Castilla y León, diretor artístico do Teatro Draft.inn, colabora como dramaturgo na companhia belga de teatro/dança Peeping Tom, e trabalha como assessor artístico para o Theatre-Biennale of Staatstheater Wiesbaden.

Sobre a tradutora
Cibele Forjaz (São Paulo, Brasil, 1966) é diretora e iluminadora teatral. Formada em Direção Teatral pela USP, é mestre e doutora em Artes Cênicas pela mesma instituição, onde atualmente atua como docente e pesquisadora. Em 30 anos de teatro profissional, participou ativamente de três coletivos: A Barca de Dionísos, de 1985 a 1991, Teatro Oficina Uzyna Uzona, de 1992 a 2001, e Cia. Livre, da qual é diretora artística, desde 1999. Entre as peças que dirigiu estão O homem da flor na boca, de Pirandello (1988); Fala comigo doce como a chuva, de Tennessee Williams (1988); Noite, de Harold Pinter (1988); A paixão segundo G.H., adaptação do romance de Clarice Lispector (1989); Toda nudez será castigada, de Nelson Rodrigues (2000/01); Um bonde chamado desejo, de Tennessee Williams (2002); O idiota – Uma novela teatral, adaptação do romance de Dostoievski (2008/12), Xapiri Xapiripë, lá onde a gente dançava sobre espelhos (2014/15) e O homem elefante, de Bernanrd Pomerance (2014/15).

Sobre a coleção
A Coleção Dramaturgia publica, desde 2012, textos de dramaturgos da cena teatral brasileira e internacional. Os livros ajudam a construir a memória do teatro do nosso tempo, marcando um novo registro do cenário da dramaturgia contemporânea. Em 2015, a Cobogó lançou ainda a Coleção Dramaturgia Espanhola e em 2019 a Coleção Dramaturgia Francesa e a Coleção Dramaturgia para Crianças. Somam-se a esses títulos também a Coleção Dramaturgia Holandesa, lançada em 2022. São mais de 60 autores em quase 100 títulos publicados. A Coleção Dramaturgia Espanhola é uma parceria da Cobogó com a Buenos Dias e o Núcleo dos Festivais Internacionais de Artes Cênicas do Brasil e tem idealização, direção artística e de produção de Márcia Dias.

Ficha Técnica
Coleção Coleção Dramaturgia Espanhola
Autor José Manuel Mora
Tradutora Cibele Forjaz
Idioma Português
Páginas 96
ISBN 9788560965991
Capa Radiográfico
Encadernação Brochura
Formato 13 x 19 cm
Ano 2015

Os corpos perdidos
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