Lygia Pape

Lygia Pape nasceu em 1927, em Nova Friburgo, e faleceu em 2004, na cidade do Rio de Janeiro. Escultora, gravadora e cineasta, foi uma das mais importantes artistas plásticas do Brasil. No início da década de 1950, estudou com Fayga Ostrower e Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna (MAM Rio), tendo, em 1954, participado da formação do grupo Frente, liderado por Serpa – e integrado por artistas como Lygia Clark, Aluísio Carvão e, em seguida, Hélio Oiticica. O grupo Frente adotava a abstração geométrica em oposição à arte figurativa. Em 1957, foi uma das signatárias do “Manifesto Neoconcreto” e participou, em 1959, da primeira exposição Movimento Neoconcreto, com Serpa, Clark e Oiticica, entre outros. Em 1958, criou o Ballet neoconcreto I, com o poeta Reynaldo Jardim, e, em 1960, participou da Konkrete Kunst [Exposição Internacional de Arte Concreta], em Zurique, na Suíça. Já no final da década de 1950, começou a produzir sua trilogia de “livros” [Livro da criação, Livro da arquitetura e Livro do tempo], além de esculturas e desenhos. Nos anos 1960, realizou o Livro-poema, composto de xilogravuras e poemas concretos, trabalhou com cineastas do Cinema Novo e dirigiu vários vídeos e curtas experimentais, como La Nouvelle Création [A nova criação], em 1967. Junto com o artista gráfico Luciano Figueiredo e o poeta Waly Salomão, organizou o projeto Hélio Oiticica, destinado a preservar e divulgar a obra do artista, morto em 1980. Em 1990, realizou o projeto Tteias, uma série de instalações com fios dourados que combinava luzes e movimento. Participou das 3ª, 4ª e 5ª Bienais de Arte de São Paulo. Foi também professora, com mestrado e doutorado em Estética. Em 2004, após a sua morte, foi fundada a Associação Cultural Projeto Lygia Pape, idealizada pela própria artista e dirigida por sua filha Paula Pape.

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