Après moi, le déluge (Depois de mim, o dilúvio)

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Um empresário e uma intérprete conversam em um hotel em Kinshasa, na República Democrática do Congo, enquanto aguardam alguém para uma reunião. Ambos são europeus que escolheram viver na África. Quem chega para encontrá-los é um senhor africano, pobre e sem perspectivas, que tenta convencer o empresário a levar consigo seu filho e dar a ele a possibilidade de um destino diferente. Après moi, le déluge (Depois de mim, o dilúvio), texto da premiada autora Lluïsa Cunillé, traduzido para o português por Marcio Meirelles, não apenas expõe faces cruéis da África – retratos da violência, da pobreza, da selva e de crianças-soldados –, como também revela aspectos da decadência europeia e de sua indiferença frente ao continente africano.

Sobre a autora
Lluïsa Cunillé (Badalona, Espanha, 1961) é dramaturga. Participou durante três anos dos Seminários de Dramaturgia Textual dirigidos por José Sanchis Sinisterra na Sala Beckett de Barcelona. Em 1995, fundou La Companyia Hongaresa de Teatre, com Paco Zarzoso e Lola López, e, em 2009, a companhia La Reina de la Nit, com Xavier Albertí e Lola Davó. Foi autora residente do Teatre Lliure de Barcelona (2008-11) e atualmente é parte do Comitê de Leitura do Teatre Nacional de Catalunya. Entre outras peças, montou Rodeo (1992), Accident (1996), Privado (1998), Passatge Gutenberg (2000), Aquel aire infinito (2003), Barcelona, mapa d’ombres (2004), Il.lusionistes (2004), Après moi, le déluge (2007), El bordell (2009) e Fronteres (2014). Dentre os prêmios que recebeu, estão o Prêmio da Institució de les Lletres Catalanes, em 1996; o Prêmio Nacional de Teatro da Generalitat de Catalunya, em 2007; o prêmio Born de Teatre, em 1999 e 2010; a Lletra d´Or de melhor livro catalão, em 2008; e o Prêmio Nacional de Literatura Dramática, outorgado pelo Ministério de Cultura da Espanha, em 2010.

Sobre o tradutor
Marcio Meirelles (Salvador, Brasil, 1954) é encenador, dramaturgo, cenógrafo e figurinista. Foi fundador do grupo Avelãz y Avestruz (l976-89), do Bando de Teatro Olodum (1990), e criador/diretor do espaço cultural A Fábrica (1982). Atuou em várias funções na TV Educativa da Bahia e foi diretor do Teatro Castro Alves (1987-91). Em 1994, coordenou o projeto de revitalização do Teatro Vila Velha e foi seu diretor artístico até 2006. De 2007 a 2010 foi Secretário de Cultura do Estado da Bahia. Criou, em 2013, a Universidade LIVRE de Teatro Vila Velha. Como dramaturgo, já dirigiu espetáculos na Inglaterra, Portugal e Cabo Verde. Entre alguns de seus trabalhos estão os espetáculos Trilogia do Pelô (1991-94), adaptada para cinema e televisão com o título de uma das peças, Ó paí, ó! *; *Cabaré da Rrrrraça (1997); Candaces – a reconstrução do Fogo (2003), por cuja direção foi indicado para o Prêmio Shell; e Bença (2010). Foi condecorado como Cavaleiro da Ordem do Mérito da Bahia, em 1990, e homenageado pelo Troféu Copene de Teatro pelo conjunto de seu trabalho, em 1999.

Sobre a coleção
A Coleção Dramaturgia publica, desde 2012, textos de dramaturgos da cena teatral brasileira e internacional. Os livros ajudam a construir a memória do teatro do nosso tempo, marcando um novo registro do cenário da dramaturgia contemporânea. Em 2015, a Cobogó lançou ainda a Coleção Dramaturgia Espanhola e em 2019 a Coleção Dramaturgia Francesa e a Coleção Dramaturgia para Crianças. São aproximadamente 70 autores em mais de 80 títulos lançados.

Ficha Técnica
Coleção Coleção Dramaturgia Espanhola
Autora Lluïsa Cunillé
Tradutor Marcio Meirelles
Idioma Português
Páginas 104
ISBN 9788560965878
Capa Radiográfico
Encadernação Brochura
Formato 13 x 19 cm
Ano 2015

Après moi, le déluge (Depois de mim, o dilúvio)
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