Leda Maria Martins nasceu no Rio de Janeiro, mas vive em Belo Horizonte desde criança. É poeta, dramaturga, ensaista e professora. Doutora em Letras/Literatura Comparada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG, 1991), Mestre em Artes pela Indiana University (1981) e Graduação m Letras pela FALE/UFMG (1978). Possui pós-doutorados em Performance Studies pela New York University, Department of Performances Studies, e em Performance e Rito pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Professora Emérita da Universidade Federal de Minas Gerais, título outorgado em 2025. Docente aposentada da Universidade Federal de Minas Gerais (1993-2018), foi também docente da Universidade Federal de Ouro Preto (1982-1992) e Professora Visitante da Tisch School of the Arts (2010) e da Universidade Federal Fluminense (2023-2024). De março de 2014 a março de 2018 exerceu a função de Diretora de Ação Cultural da UFMG. De 2010 a 2012 foi Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários (Pós-Lit) da FALE/UFMG. Presidiu as Comissões de Criação (1998) e de Implantação (1999) do Curso de Graduação em Artes Cênicas da UFMG, implantado na Escola de Belas Artes da UFMG.
Algumas de suas áreas de pesquisa incluem: teatro, performance, estudos literários, estudos culturais, explorando as interrelações entre várias artes e linguagens estéticas. Seus conceitos, com repercussão nacional e internacional, incluem as noções de Encruzilhada, Teatro Negro, Afrografias, Oralituras, Estética dos Retalhos, Tempo Espiralar e Corpo-Tela, dentre outros, Sua obra já foi tema dos simpósios Spiraling Time: Intermedial Conversations in Latin American Arts (Universidade da Califórnia, Berkeley, 2013) e Leda Maria Martins: Pensamentos e poéticas (Universidade de Brasília/Universidade Federal da Bahia/Universidade Federal de Sergipe, 2021, 2022 e 2023).
Dentre seus livros, constam:
Performances of Spiral Time (Duke University Press, USA.2025); A Fina Lâmina da Palavra (Editora Cobogó, 2025); Performances do Tempo Espiralar: Poéticas do Corpo-tela (Editora Cobogó, 2021); Afrografias da Memória (Editoras Perspectiva/Mazza, (2021 e 1997); A Cena em Sombras (Editora Perspectiva, 2023 e 1995), O Moderno Teatro de Qorpo Santo (Ed. UFMG, 1991) Os dias anônimos (Ed. Sette Letras, 1999). Cantigas de Amares (Publicação Independente, 1981).
Em 2017 foi criado o Prêmio Leda Maria Martins de Artes Cênicas Negras, com categorias baseadas em seus conceitos. Em 2022 Leda recebeu o Prêmio Milu Villela pela Fundação Itaú Cultural. Em 2023 foi outorgada com o Prêmio Mestre em Artes Integradas da Funarte. De 07 de março de 2024 a 31 de março de 2025 foi homenageada com a Ocupação Leda Maria Martins pelo Itaú Cultural, em São Paulo, exposição que foi premiada com o Prêmio Arcanjo 2025, como a melhor exposição em Artes Visuais de 2025. Foi vencedora do Prêmio Shell de Teatro, edição 2026, na categoria “Energia que vem da gente".