Claudia Andujar

Claudia Andujar nasceu em Neuchâtel, na Suíça, em 1931. Mudou-se para os Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial e casou-se com o espanhol Julio Andujar, em Nova York. Anos depois, em 1955, separou-se e veio para o Brasil, morar com sua mãe em São Paulo. Naturalizada brasileira, a fotógrafa dedicou a vida à proteção dos índios Yanomami. Suas fotos foram publicadas em revistas nacionais e internacionais, como Life, Look e Fortune. O contato com os Yanomami começou em 1971 durante viagem à Amazônia registrada em matéria na revista Realidade. Organizou um grupo de estudos em defesa da criação de uma área indígena, o primeiro passo para a fundação da ONG Comissão Pró-Yanomami. Sua série Marcados foi realizada para contribuir com os cadastros de saúde usados por equipes de vacinação da região, com o objetivo de proteger os índios da dizimação por doenças como sarampo e poliomielite. Seus trabalhos foram expostos em mostras como Arte Brasileira: 50 Anos de História no Acervo MAC/USP: 1920-1970, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (1996); na 24ª e na 27a Bienal Internacional de Arte de São Paulo (1998 e 2006); e no Festival Internacional de Fotografia, no Museo de la Ciudad, em Madri (1999). Em 2015, o Instituto Inhotim inaugurou sua 19ª galeria permanente, em Minas Gerais, dedicada ao trabalho de Claudia Andujar. O pavilhão exibe mais de quinhentas fotografias selecionadas pelo curador Rodrigo Moura no arquivo da artista, feitas na Amazônia e com os Yanomamis entre 1970 e 2010. Ainda hoje, aos 87 anos, a artista retorna à Amazônia para conversar com lideranças indígenas locais. Em 2018, recebeu a medalha Goethe, em Weimar, na Alemanha, a condecoração mais alta do país europeu, por reconhecimento de seu trabalho com os Yanomami, ao longo das últimas décadas.

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