Tom Zé

Tom Zé nasceu em 1936, em Irará, na Bahia. Cursou por seis anos a Escola de Música da Universidade Federal da Bahia, que contava com professores como Ernst Widmer, Walter Smetak e Hans Joachim Koellreutter. Ainda em Salvador, conheceu Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethânia, e participou do espetáculo Nós, por exemplo, no Teatro Castro Alves. Em 1968, foi convidado por Caetano Veloso a se mudar para São Paulo, onde participou de Arena canta Bahia, musical dirigido por Augusto Boal, e da gravação do disco definidor do Tropicalismo, Tropicália ou Panis et circencis. No mesmo ano, ficou em primeiro lugar no IV Festival de Música Popular Brasileira, da TV Record, com a canção “São Paulo, meu amor”, e gravou seu primeiro disco, Tom Zé – Grande liquidação. Em 1973, lançou Todos os olhos e, em 1976, Estudando o samba, álbuns que circularam pouco e por sua grande ousadia formal ajudaram a afastar Tom Zé dos meios de comunicação e do grande público. No final dos anos 1980, o músico e produtor americano David Byrne, impressionado por uma audição casual de Estudando o samba, lançou a obra nos Estados Unidos, com imediato sucesso de crítica e público. Depois disso, os discos de Tom Zé foram reeditados no Brasil com grande reconhecimento do público especializado. Em 1997, Tom Zé compôs com José Miguel Wisnik a trilha sonora Parabelo para o espetáculo de dança do grupo Corpo. No ano seguinte, o disco Com defeito de fabricação foi considerado um dos dez mais importantes do ano pelo jornal The New York Times. Desde então, lançou vários discos; mais recentemente, Vira-lata na Via Láctea (2014) e Canções eróticas de ninar (2016). Tom Zé é autor do livro Tropicalista lenta luta (2003) e recebeu, em 2007, o Prêmio Shell de Música, pelo conjunto de sua obra.

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