É a vida – C'est La Vie

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Existe um vazio terminológico para designar aqueles que perdem um filho, os “órfãos ao contrário”. Com tradução de Gabriel F., a peça É a vida caminha por esse deserto a procura de uma palavra, de uma esperança, convidando dois atores para testemunhar essa dor indescritível. Uma performance-experiência-limite que se sustenta sobre o fio da delicadeza. Mohamed El Khatib confecciona um pequeno manual para uso dos vivos. Distorcendo o papel do ator – o de fingir para se aproximar do real –, ele escreve uma peça tênue, em equilíbrio entre o pudor e a extrema proximidade com o público, a qual nos leva ao sentido da palavra hebraica shakoul, “a ursa a quem tiraram a ninhada”.

Sobre o autor
Mohamed El Khatib (Orleans, França, 1980) é ator, diretor e escritor. É artista associado do Théâtre de la Ville de Paris, do Centre Dramatique National de Tours – Théâtre Olympia, e do Théâtre national de Bretagne – Centre Européen Théâtral et Chorégraphique. Em 2008, cofundou o coletivo Zirlib. Seu trabalho combina o teatro a outras disciplinas, como a dança, as artes visuais, o cinema e as mídias digitais, revelando um novo olhar sobre essas relações. Khatib considera a criação contemporânea uma experiência, um gesto sensível/social no qual a dimensão estética mais sofisticada deve ser confrontada com o cotidiano mais banal. Os encontros são sempre os pontos de partida para o trabalho de Khatib. Moi, Corinne Dadat (2014) foi escrita após o encontro com a faxineira de uma escola em Bruges, na Bélgica. A peça Acabar em beleza, sobre a morte de sua mãe, foi um dos acontecimentos mais importante da edição de 2015 do Festival d’Avignon e ganhou o Grande Prêmio de Literatura Dramática da França (2016). Já em É a vida (2017), Khatib coloca no palco dois atores que sofrem o luto pela perda de um filho.

Sobre o tradutor
Gabriel F. (Brasília, Brasil, 1983) é diretor, dramaturgo e encenador. Em 2007, foi cofundador da companhia Teatro de Açúcar, com a qual criou os espetáculos Além do que se vê (2008), Tenho febre, mas vou buscar nosso dinheiro (2009), Máquina de gargalhadas (2009), Movie about the City (2010), A vida impressa em Xerox (2012), Adaptação (2013), A volta dos que não foram (2014) e Cleópatra (2018). O monólogo Adaptação (Prêmio SESC de Teatro de Melhor Ator e Melhor Dramaturgo em 2013) foi traduzido para o castelhano e apresentado em mais de 50 cidades no Brasil e na Espanha. Em parceria com o Cena Contemporânea – Festival Internacional de Brasília, a companhia teve a criação do espetáculo Naufragé(s) * (2016) coproduzida pela La Comédie de Saint-Étienne. Atualmente, Gabriel é membro do conjunto artístico de La Comédie de Saint-Étienne e estará na próxima produção de Arnaud Meunier, *Candide, de Voltaire (2020).

Sobre a coleção
A Coleção Dramaturgia publica, desde 2012, textos de dramaturgos da cena teatral brasileira e internacional. Os livros ajudam a construir a memória do teatro do nosso tempo, marcando um novo registro do cenário da dramaturgia contemporânea. Em 2015, a Cobogó lançou ainda a Coleção Dramaturgia Espanhola e em 2019 a Coleção Dramaturgia Francesa e a Coleção Dramaturgia para Crianças. Somam-se a esses títulos também a Coleção Dramaturgia Holandesa, lançada em 2022. São mais de 60 autores em quase 100 títulos publicados. A Coleção Dramaturgia Francesa é uma parceria da Cobogó com a Buenos Dias e o Núcleo dos Festivais Internacionais de Artes Cênicas do Brasil e tem idealização, direção artística e de produção de Márcia Dias.

Ficha Técnica
Coleção Coleção Dramaturgia Francesa
Autor Mohamed El Khatib
Tradutor Gabriel F.
Idioma Português
Páginas 92
ISBN 9788555910753
Capa Radiográfico
Encadernação Brochura
Formato 13 x 19 cm
Ano 2019

É a vida – C'est La Vie
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