Manoel de Oliveira

Manoel de Oliveira nasceu em 1908, na cidade do Porto, em Portugal, onde ainda mora. É o mais longevo diretor de cinema em atividade e tem uma extensa filmografia. Seu primeiro trabalho, um filme mudo, o curta-metragem Douro, faina fluvial (1931), é um documentário de cunho etnográfico que tematiza a vida marítima da costa de Portugal. Ao longo dos anos 1930, Oliveira ainda filmou outros três curtas-metragens, Estátuas de Lisboa (1932), Miramar, praia das Rosas (1938) e Já se fabricam automóveis em Portuga*l (1938). Nesse período, adquiriu formação técnica nos estúdios da Kodak, na Alemanha. Sua estreia na ficção deu-se com *Aniki-Bóbó, de 1942, um retrato da infância da Ribeira do Porto, de estilo neorrealista. O filme foi um fracasso, o que obrigou o diretor a abandonar seus projetos cinematográficos e a se dedicar aos negócios da família. A volta ao cinema só ocorreu em 1956, com o filme O pintor e a cidade. Em 1963, Manoel de Oliveira lançou O acto da primavera, segundo docudrama português, que marcou uma nova fase em sua carreira, quando passou a explorar pela primeira vez no documentário técnicas de encenação teatral. Em 1967, tornou-se uma referência do manifesto chamado “Cinema Novo”, que reuniu cineastas que formariam o Centro Português de Cinema (cpc), cooperativa que criou um plano de produção para os anos 1970, em Portugal. A partir de 1971, com o longa-metragem O passado e o presente, iniciou um período de mais de 30 anos de trabalho sem interrupções e sobressaltos. Com mais de 25 longas-metragens realizados, sua obra traz o teatro, a encenação no palco, como fundamento para a criação cinematográfica. Oliveira participou de inúmeros festivais e conquistou diversos prêmios, entre eles o Leão de Ouro em Veneza, em 2004, pelo conjunto de sua obra.

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