Jean Rouch

Jean Rouch nasceu em Paris, em 1917, e faleceu no Níger, em 2004. Entre 1937 e 1941, cursou engenharia na École des Ponts et Chaussées, em Paris. Em 1942, envolveu-se num projeto de construção de estradas no Níger e começou a fazer pesquisas etnográficas sobre animismo nas sociedades Songhai-Zarma (Níger-Mali). A partir de 1943, passou a publicar artigos em revistas científicas. Na geração de etnógrafos do pós-guerra, Jean Rouch se distingue pela utilização irrestrita que faz das técnicas cinematográficas. Em 1948, passou a lecionar no Musée de l’Homme, em Paris, e fundou o Comité du Film Ethnographique, em 1952, com a colaboração de Enrico Fulchignoni, Marcel Griaule, André Leroi-Gourhan, Henri Langlois e Claude Lévi-Strauss. Em 1960, classificou sua maneira de filmar como “Cinema-Verdade” – seguindo o exemplo de seu mestre Dziga Vertov, que havia criado o conceito de Kino-pravda (cujo significado em russo é exatamente o mesmo, “cinema-verdade”). Em 1953, tornou-se membro do cnrs (Centro Nacional de Pesquisa Científica, na sigla em francês), em Paris. De 1981 a 1985, foi professor convidado da universidade de Harvard. Em seguida, de 1986 a 1991, foi presidente da Cinemateca Francesa. Jean Rouch ganhou o Prêmio Internacional da Paz, em Berlim, em 1993. Ao longo dos anos, Jean Rouch explorou um novo gênero de filme etnográfico capaz de embaçar as fronteiras entre o diretor e o sujeito, entre ficção e realidade. Dirigiu mais de uma centena de filmes na África Ocidental e na França, dentre os quais Os mestres loucos (1955), Jaguar (1955-67), Eu, um negro (1958), Crônicas de um verão, com Edgar Morin (1961), A caça ao leão com arco (1965) e Cocorico, monsieur Poulet (1974). Jean Rouch foi o precursor de inúmeras técnicas e tecnologias cinematográficas e inspirou – continua inspirando – novas gerações de cineastas, desde a nouvelle vague, que dele herdou o estilo “cinema-verdade”, até os diretores de documentários.

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